O dado é da Unesco, o município fica atrás apenas de Davos, na Suíça O município do Atibaia, distante a apenas 65 quilômetros da Capital, tem o segundo melhor clima do mundo, ficando atrás apenas de Davos, na Suíça. O dado é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O clima agradável, que gira em torno dos 19 graus e umidade relativa do ar de 80%, atrai turistas de todas as regiões do País: alguns vão em busca de tranquilidade para fugir da agitação da cidade e curtir o merecido descanso, a natureza e ar puro. Por outro lado, há aqueles que vão em busca de emoções nas alturas para a prática do vôo livre, principalmente, asa delta e paraglider. Para esses dois públicos, a principal atração da cidade é a Pedra Grande. Com 1.450 metros de altitude e 200 mil metros quadrados de superfície, a Pedra Grande é comparada aos grandes santuários que existem pelo mundo como Machu Pichu (Peru), Grand Canyon (Estados Unidos) e as pirâmides do Egito. O local é ponto de encontro tanto daqueles que buscam a paz interior e querem apenas contemplar a cidade pelo alto como também dos adeptos dos esportes radicais. A Pedra Grande é apontada como uma das melhores rampas de vôo livre da região. Entre os principais esportes praticados, estão a asa delta e o paraglider. Se você nunca praticou vôo livre, mas quer sentir aquela sensação de liberdade e muita adrenalina, a chance é essa: vários instrutores oferecem vôos para aqueles que nunca praticaram o esporte. O acesso para a Pedra Grande fica no km 65 da rodovia D. Pedro I. Outra dica para quem vai em busca de emoção é a Estação Atibaia, que oferece circuito de arvorismo para adultos e crianças com 21 atividades, tirolesa e torre de rapel, com 12 metros de altura. Depois, para baixar a adrenalina, o turista pode fazer passeios de Maria-fumaça, conhecer o museu ferroviário e o galpão da restauração. Neste último, estão expostas locomotivas inglesas de 1881 e 1890, uma locomotiva americana de 1893, vagões de passageiros, bagagem, correio, administrativo, dormitório e restaurante, e um de um bonde de 1907.

De volta ao passado

E, por falar em passado, faça uma viagem no tempo, visitando o Museu Municipal João Batista Conti, a igreja do Rosário e o Casarão Júlia Ferraz. O primeiro foi construído em 1836, para abrigar a cadeia pública e o fórum da cidade. Hoje, o museu expõe documentos raros da época do Brasil Colônia e Império, além de fotos antigas da cidade e seus moradores. Já a igreja do Rosário foi construída pelos escravos impedidos de frequentar a igreja tradicional da cidade, a igreja São João Batista. A obra foi concluída em 1817. Há alguns anos, passou a ser palco de apresentações de corais e de música erudita. A igreja São João Batista foi erguida em 1665, nas terras de Jerônimo Camargo, fundador da cidade. Abriga vários tesouros arquitetônicos e artísticos, como imagens barrocas e um painel pintado em 1911 por Benedito Calixto. Outra construção de época é o Casarão Júlia Ferraz – único imóvel residencial que foi preservado na cidade. Em 1975, o casarão foi tombado pelo Condephaat, e considerado, a partir desta data, patrimônio do Estado.

Em contato com a natureza

Para os turistas que vão em busca de mais contato com a natureza, como um passeio de pedalinho ou uma caminhada, a opção é o parque municipal Edmundo Zanoni. Com 38 mil metros quadrados, possui uma vasta área verde com grande variedade de flores e um viveiro de pássaros. O local também abriga o Museu de História Natural e o Salão do Artesão. Outros pontos muito visitados pelos turistas são o Lago do Major e a Represa da Usina. O lago possui pista de cooper, o balneário da cidade e campos para a prática de esportes como futebol e voleibol. Já a represa, que foi construída em 1928, está localizada em uma Área de Preservação Ambiental (APA). O local é indicado para a prática de esportes náuticos e passeios de barco.

Festa do morango e das flores

Realizada há quase 30 anos, a Festa do Morango e das Flores acontece em setembro, no Parque Edmundo Zanoni. Durante três finais de semana, cerca de 100 mil turistas visitam a festa e se deliciam nas tradicionais barraquinhas que oferecem a fruta in natura e uma variedade de doces como tortas, pavês, bolos e mousses. A festa conta ainda com apresentações de grupos folclóricos de diversos países como Itália, Japão e Alemanha.

Como chegar

Para chegar a Atibaia, vá pela Rodovia Fernão Dias (BR 381), ou pela Rodovia D. Pedro I. A cidade limita-se a norte com o município de Bragança Paulista, a sul com Franco da Rocha e Mairiporã, a leste com Piracaia e Bom Jesus dos Perdões e a oeste com Jarinu e Campo Limpo Paulista. Para saber como está o trânsito nas estradas, acesse os sites da Secretaria Transportes (http://www.transportes.sp.gov.br o DER (http://www.der.sp.gov.br). O internauta pode ver o fluxo graças às 33 câmeras espalhadas pelo Estado que transmitem imagens em tempo real.